Imagens impressionantes registradas do helicóptero da 93FM mostram a força do mar na manhã dessa quinta-feira (31), na orla

Imagens impressionantes registradas do helicóptero da 93FM mostram a força do mar na manhã dessa quinta-feira (31), na orla

Publicado originalmente em 31/07/2025 no Instagram do FalaRio2. Este registro preserva as informações disponíveis naquela data.

Imagens impressionantes registradas do helicóptero da 93FM mostram a força do mar na manhã dessa quinta-feira (31), na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. As cenas revelam a magnitude da ressaca que atinge o litoral fluminense desde o início da semana, com ondas que chegaram a mais de 4 metros de altura.

O fenômeno assustou moradores e visitantes, mas segundo especialistas, trata-se de uma consequência natural da atuação de um ciclone extratropical, formado na Região Sul do Brasil e que vem se afastando para alto-mar. A Marinha do Brasil já havia emitido alerta, prevendo ondas de até 3,5 metros até a noite desta quinta-feira.

Mas afinal, o que é uma ressaca?
A ressaca é causada pela intensificação dos ventos no oceano, que geram ondas com mais força e velocidade em direção à costa. De acordo com o oceanógrafo Marcelo Sperle, da Uerj, ventos acima de 100 km/h associados ao ciclone formaram ondas longas e energéticas, capazes de invadir faixas de areia, calçadões e até mesmo avenidas, como aconteceu na Delfim Moreira, no Leblon, que precisou ser interditada nos dois sentidos.

E o perigo ainda continua?
Segundo a meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, o ciclone já está em fase de dissipação e se afastando do continente. Ainda assim, rajadas de até 50 km/h podem atingir o litoral nesta quarta-feira. Na Região dos Lagos, os ventos podem chegar a 70 km/h em pontos isolados.

Como conter esse avanço do mar?
Especialistas como Nathan Lagares, do Instituto Mar Urbano, apontam que a ocupação desordenada da orla e a retirada de vegetações naturais, como restingas, aumentam a vulnerabilidade de bairros como Leblon e São Conrado. Alternativas como o replantio de vegetação nativa e o aumento da faixa de areia podem funcionar como barreiras naturais.

Além disso, medidas simples e preventivas — como a retirada de mobiliário urbano, o fechamento antecipado de vias e o reforço de barreiras em prédios — são estratégias que poderiam minimizar prejuízos em episódios como o desta semana.

Imagens: Helicóptero da 93FM

Veja a publicação original no Instagram do FalaRio2.