Publicado originalmente em 04/11/2024 no Instagram do FalaRio2. Este registro preserva as informações disponíveis naquela data.
A remoção de 36 árvores de grande porte no condomínio Rio2 causou grande indignação entre os moradores, que foram informados da ação poucos dias antes do início dos cortes.
A Associação de Moradores do Rio2 (AmoRio2) autorizou o procedimento, após um laudo da empresa de paisagismo Agrorio apontar risco de queda.
A Fundação Parques e Jardins (FPJ) deu a permissão oficial em julho deste ano, mas o comunicado aos moradores foi feito apenas em outubro.
O relatório da Agrorio, contratado pela AmoRio2, alegou que as árvores apresentavam riscos e precisavam ser removidas.
Especialistas consultados criticaram a rapidez da decisão e destacaram a importância das árvores para o ecossistema local.
O biólogo Emmanoel Ribeiro, por exemplo, argumentou que o corte é "a solução mais drástica e barata" e que, em muitos casos, outros métodos, como podas e nutrição adequada, poderiam evitar a remoção.
De acordo com a FPJ, a responsabilidade pela conservação das árvores em áreas privadas ou adotadas é do condomínio, mas há a obrigação de solicitar autorização para ações de manejo. Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB-RJ, ressaltou que a responsabilidade é compartilhada entre a associação de moradores, a empresa de paisagismo e os órgãos públicos envolvidos.
A FPJ exigiu o replantio de 40 mudas na área, com espécies como pau-brasil e farinha-seca, mas especialistas apontam que o crescimento dessas mudas levará tempo.
Fonte: O Globo
Veja a publicação original no Instagram do FalaRio2.

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