Publicado originalmente em 29/03/2021 no Instagram do FalaRio2. Este registro preserva as informações disponíveis naquela data.
Auditoria encontra irregularidades do Hospital de Campanha do Riocentro, que teve a maior taxa de mortalidade das unidades provisórias da cidade.
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Uma auditoria feita pelo corpo técnico da secretaria municipal de Saúde e obtida com exclusividade pelo GLOBO mostra que o Hospital de Campanha do Riocentro, administrada pela antiga gestão municipal, registrou irregularidades e teve a maior taxa de mortalidade de pacientes com coronavírus entre as unidades provisórias da cidade.
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Segundo o levantamento, a unidade teve disparadamente a maior taxa de óbitos de pacientes em UTIs (66%) e também a maior dos que foram internados em enfermaria (25%) — ligeiramente superior aos 23% do Hospital do Maracanã.
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O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticaram a gestão anterior de Marcelo Crivella pelos gastos com o Hospital de Campanha do Riocentro.
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Porém, ao comparar com as unidades que foram instaladas e geridas pela iniciativa privada (e com todas as vagas reguladas pelo SUS), a taxa de mortes no RioCentro foi bem superior.
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Apesar do hospital do Leblon ter admitido três vezes mais pacientes para internação em CTI, a unidade do RioCentro teve somente dois óbitos a menos.
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Taxa de letalidade em CTI dos Hospitais de Campanha
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Leblon – 24%
Parque dos Atletas – 25%
Maracanã – 53%
RioCentro – 66%
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No relatório, os auditores apontam que foram constatados “eventos sentinelas”, como os casos de “um paciente acidentalmente extubado com interrupção da ventilação mecânica, um transporte inseguro com consequente dessaturação do paciente, um acidente de intubação com lesão traqueal e uma queda com politraumatismo”.
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Por: Felipe Grinberg – O Globo
Foto: Divulgação
Veja a publicação original no Instagram do FalaRio2.

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