Publicado originalmente em 25/03/2022 no Instagram do FalaRio2. Este registro preserva as informações disponíveis naquela data.
Toneladas de peixes mortos tomaram as águas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira. Segundo o biólogo Mario Moscatelli, o "fundo pútrido" das lagoas de Jacarepaguá está tomado por sedimentos, lixo e esgoto, por isso, basta uma ressaca para remexê-lo. Depois de morrerem nas lagoas, os peixes estão sendo levados para as praias dos Amores e da Barra, junto do Quebra-Mar.
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Com pouco oxigênio disponível nas lagoas da Barra da Tijuca, por conta do acúmulo de esgoto e lixo, os peixes que habitam o local não precisam de muito para estar em perigo. E, com o histórico de poluição, a quantidade de peixes mortos nesta manhã é apenas um retrato disso.
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O biólogo — que acompanhou pessoalmente o trabalho de retirada dos peixes mortos — explica que, quando acontece uma ressaca, as águas do mar remexem o fundo das lagoas, o que elimina metano e gás sulfídrico, além de consumir o pouco oxigênio ainda existente ali. Mortos nas lagoas da Barra da Tijuca, os peixes percorrem o Canal da Joatinga e, assim, chegam à praia. Moscatelli estima que 6 toneladas de tainhas, robalos, carapicus e sardinhas, todos mortos, tenham sido removidas na praia nesta manhã. A preocupação agora é com as espécies que sobreviveram ali, como os caranguejos que, assim como os peixes, vivem na água suja.
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Por: João Vitor Costa – Estagiário sob a supervisão de Leila Youssef
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