Na Zona Oeste do Rio, o lago do Bosque da Barra da Tijuca secou quase por completo, afetando gravemente o ecossistema local.

Na Zona Oeste do Rio, o lago do Bosque da Barra da Tijuca secou quase por completo, afetando gravemente o ecossistema local.

Publicado originalmente em 14/10/2024 no Instagram do FalaRio2. Este registro preserva as informações disponíveis naquela data.

Na Zona Oeste do Rio, o lago do Bosque da Barra da Tijuca secou quase por completo, afetando gravemente o ecossistema local.

A seca foi causada pela ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto da Barra, conduzida pela concessionária Iguá.

Após denúncias e vistorias que confirmaram os danos ambientais, a Prefeitura do Rio decidiu paralisar imediatamente as obras para preservar a área.

O cenário no Bosque: onde antes havia água e vida, hoje restam lama e umidade. Animais como garças, jacarés e outros lutam para sobreviver em meio à crise ambiental. O biólogo Luiz Roberto Zamith, da UFF e membro do conselho consultivo do Bosque, destacou que espécies ameaçadas de extinção estão sob grande risco.

A Iguá, responsável pelas obras, afirmou em nota que está trabalhando para devolver a água retirada do lençol freático ao lago, conforme as normas ambientais. No entanto, o problema persiste e a fauna local continua sendo impactada.

A concessionária admitiu que o monitoramento adequado do lençol freático começou apenas após uma notificação da Secretaria Municipal do Ambiente, o que levantou dúvidas sobre a diligência da empresa desde o início do projeto.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também interveio, apontando que a Iguá não informou previamente sobre o rebaixamento do lençol freático. Caso os danos sejam confirmados, a empresa poderá ser penalizada e obrigada a recuperar a área afetada.

O Bosque é uma das poucas áreas naturais remanescentes na cidade, e sua degradação tem consequências graves para a biodiversidade local. Moradores e ambientalistas esperam que as autoridades ajam rapidamente para mitigar os danos e evitar consequências irreversíveis para o ecossistema.

A ampliação da estação de esgoto tinha como objetivo aumentar em 50% sua capacidade, mas uma vistoria da Secretaria do Ambiente revelou que o rebaixamento do lençol freático estava secando o lago.

Apesar de tentativas de correção, o problema persiste. Esse episódio destaca a importância de uma fiscalização rigorosa e de um planejamento cuidadoso em obras próximas a áreas ambientalmente sensíveis.

Veja a publicação original no Instagram do FalaRio2.