Na última semana, uma importante operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na prisão de quatro homens envolvidos em uma série de roubos de celulares na Barra Olímpica, região da Zona Oeste do Rio. Os suspeitos agiam principalmente nas avenidas Pedro Corrêa, Abelardo Bueno e Ayrton Senna.
Segundo os agentes do 18º Batalhão da Polícia Militar (18BPM), os policiais 1º Sargento Macedo, 3º Sargento Heider, Soldado Pedro e Soldado Calazans participaram diretamente da ação e prenderam os criminosos. Cada um dos dois primeiros suspeitos detidos tinha três mandados de prisão em aberto. Durante a abordagem, eles confessaram que os celulares roubados seriam repassados para outros dois homens, responsáveis por revender os aparelhos.
Prisão em flagrante e tentativa de suborno
Logo após deter os primeiros dois suspeitos, os policiais simularam a venda dos aparelhos e marcaram um encontro com os receptadores. No momento da abordagem, os criminosos tentaram subornar os agentes, oferecendo R$ 8 mil — R$ 2 mil para cada policial — numa tentativa frustrada de evitar a prisão. Diante da tentativa de suborno, os policiais deram voz de prisão em flagrante. A dupla foi detida não apenas por receptação, mas também por corrupção ativa e corrupção de menores.
Um dos menores já havia assaltado uma vizinha
Além disso, a operação revelou que um dos menores envolvidos já havia praticado um roubo recente contra uma vizinha da região, no retorno da Pedro Corrêa. A vítima reconheceu o autor do crime por meio da foto divulgada pela polícia.
Celulares recuperados na 32ª DP (Taquara)
A polícia também informou que dezenas de celulares foram recuperados e levados para a 32ª Delegacia de Polícia (Taquara). Por isso, moradores da região que foram vítimas de assaltos nos últimos dias devem comparecer à delegacia para verificar se seus aparelhos estão entre os itens apreendidos.
É fundamental registrar um boletim de ocorrência (B.O.), mesmo que seja online. Embora muitos moradores desistam por acreditarem que o processo é demorado ou ineficaz, o registro contribui para a investigação policial e ajuda a mapear a atuação de quadrilhas na região.
Esta operação foi conduzida por policiais do 18º BPM (@18bpm_pmerj):
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1º Sargento Macedo
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3º Sargento Heider
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Soldado Pedro
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Soldado Calazans

Parabéns a todos os envolvidos por mais uma resposta firme contra a criminalidade.
Por que cobrimos os rostos e usamos o termo “suspeitos”?
No FalaRio2, seguimos rigorosamente as boas práticas jornalísticas e legais. Mesmo diante de confissões ou provas, utilizamos o termo “suspeito” e cobrimos parcialmente os rostos dos envolvidos. Veja abaixo o motivo:
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Presunção de inocência (CF, art. 5º, LVII): Ninguém será considerado culpado até decisão judicial definitiva.
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Direito à imagem (CF, art. 5º, X): A exposição pode gerar indenização se causar dano moral.
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ECA (art. 143): Proíbe divulgar imagem de menores de idade envolvidos em atos infracionais.
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Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019): Proíbe divulgar imagem de preso sem autorização.
Boas práticas adotadas pelo FalaRio2:
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Uso do termo “suspeito”, e não “bandido”.
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Ocultação parcial do rosto.
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Divulgação com base em informações oficiais.
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Atualização ou remoção de conteúdo em caso de absolvição.
Nosso objetivo é informar com responsabilidade e proteger o direito à informação sem ferir garantias constitucionais.
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